sexta-feira, agosto 04, 2006

Dia 01

Contacto telefónico com a Gina: o miúdo dormiu bem, e as dores foram suportáveis. OK, grande evolução relativamente à primeira cesariana.
Deambulei pela casa a atar algumas pontas que tinham ficado soltas pela pressa do pequeno em agarrar a vida deste lado do útero.

Fui ter com a Mariana. Dormiu bem, muito bem em casa dos avós. Óptimo, mais uma etapa superada e um acréscimo de sossego para nós.
Brinquei com ela, levei-a a um baloiço e mostrei-lhe a foto do irmão. Reacção: "É um bébé pequeniiiiiiiiiiiiito!"
Andámos pela rua e toda a gente lhe perguntava pelo mano. Comecei a recear que ela enjoasse o assunto e depois quando o visse a coisa corresse mal.
Fui para Coimbra e ela foi lá ter mais tarde com os avós.

Entrou no quarto, viu a mãe com o irmão ao colo e disse: "E(s)te é o Ped(r)o Nuno."
Assim, desassombrada. Viu-o, disse que era um bébé pequeno, e depois queria pô-lo a dormir e dar-lhe papa.
Aquilo para ela, desconfio bem, era (mais) um boneco.
Recebeu as prendas do irmão (insistiu em dizer que o DVD era um livro) e por ali andou.
Até que se lembrou que lhe queria pegar. Sentámo-la na cama e segurámos o bébé no colo dela. Deu-lhe festas, passou-lhe a cara na dele disse-lhe: "P(r)onto pequenito, não cho(r)a"
Foi fantástico, reagiu muito bem. Aparentemente sem grandes problemas. Aceitou bem que a mãe tem um "dói-dói" e que tem que ir ao "sinhô dôtô".
A viagem de regresso foi feita de girafa e dvd na mão. Ao chegar a casa disse: "Ago(r)a vamo ve(r) as (h)istó(r)ias que o mano deu"
Fiquei radiante pela forma como ela aparentemente estava a lidar com a coisa.
Mal só correu mesmo a parte de ver as histórias. Ela pediu para ver a dos 3 porquinhos. Eu tive que ir arranjar o quarto para a pôr a dormir e fiquei com a sensação que ela podia ter medo do lobo. Quando passei pelo hall, espreitei-a e ela estava com uma face de medo, quase a chorar. Fui ter com ela. Ela disse: "Que(r)o a out(r)a ca(r)ochinha!Que(r)o a out(r)a ca(r)ochinha!"
Estava cheia de medo do lobo, quase a chorar. Optei por lhe mostrar a história da carochinha e explicar-lhe que o lobo não apanhava os porquinhos e não lhes fazia mal. Lá viu a carochinha e começou logo a rir-se com os animais que eram recusados para casar com ela. De enfiada viu o Capuchinho Vermelho e não se importou com o Lobo.
Para hoje já está prometida uma sessão das histórias da carochinha a dois, com explicação do que se for passando, para ela não ter medo dos personagens.